domingo, 25 de novembro de 2007
Bullying pode ser umas das explicações para a tragédia nos EUA
O estudante Cho Seung-Hiu, 23, autor do massacre que resultou na morte de 32 pessoas na Universidade de Tecnologia da Virgínia, nos Estados Unidos, foi vítima de bullying escolar. Segundo seus colegas disseram à rede NBC , ele era ridicularizado durante ensino médio por causa do excesso de timidez e "jeito esquisito de falar". Para os especialistas, a agressão moral sofrida por Seung-Hiu pode ser uma das explicações para o ataque. O estudante, que também apresentava transtornos psicológicos, se suicidou após o tiroteio.
A pedagoga Cleodelice Aparecida Zonato Fante, vice-presidente do Centro Multiprofissional de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes) brasileiro, explica que o bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que são adotados por um ou mais alunos contra outros colegas, sem motivação evidente. "A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos provoca dor, angústia e sofrimento na vítima da 'brincadeira', que pode entrar em depressão."
Estudos feitos pela pedagoga, entre 2000 e 2003, com dois mil estudantes de 5ª a 8ª séries do Brasil, mostram que 49% dos alunos estavam envolvidos com o bullying: 22% eram vítimas, 15% eram agressores e 12% eram vítimas agressoras.
"Essa é uma dinâmica escolar cada vez maior, que está virando uma epidemia porque o aluno que é vítima se transforma em agressor e reproduz a violência sofrida", explica Cleodelice. As vítimas geralmente são pessoas tímidas, com características físicas marcantes (usam óculos, são obesas, muito magras, ou têm orelha grande) e não costumam reagir às agressões sofridas. Caladas, preferem guardar a mágoa de maneira silenciosa. Já os agressores -a maioria do sexo masculino- gostam de mostrar poder e encontram nos mais tímidos o "alvo fácil" para chacotas.
José Augusto Pedra, psicólogo e presidente da Cemeobes, disse que a prática do bullying é mais comum do que as pessoas pensam. "Há casos como este que aconteceu na Vírginia. Mas há outros transtornos psicológicos que atingem as vítimas de bullying, que ficam deprimidas, com desejo de vingança. O que poucas pessoas sabem é que muitas vítimas de bullying acabam se suicidando em vez de atacar outras pessoas", afirmou.
Casos no Brasil
Segundo os especialistas, pelo menos dois casos de bullying escolar terminaram em morte no Brasil.
Um deles aconteceu em janeiro de 2003. Depois de completar o ensino médio, Edmar Aparecido Freitas, então com 18 anos, comprou um revólver calibre 38 e disparou contra cerca de 50 pessoas durante o horário de recreio da escola onde estudou, em Taiúva (a 363 Km de São Paulo). Atingiu sete delas e depois se matou com um tiro na cabeça. As vítimas sobreviveram.
"Este foi um típico caso de como o bullying escolar pode virar uma tragédia. Este adolescente era obeso e foi motivo de piada para os colegas de escola durante 11 anos. Mesmo quando ele perdeu 30 quilos continuaram zoando ele. Seu apelido era elefante cor-de-rosa. Ele comprou uma arma e resolveu se vingar. Uma das pessoas atingidas pelos disparos ficou paralítica. O caso é bem similar ao caso de Virgínia", afirmou Cleodelice.
A polícia de Taíuva não descobriu como Freitas adquiriu o revólver. Além da arma, ele carregava cerca de 80 balas e uma faca. De acordo com o escrivão de polícia Edson Dorati, que atuou no caso na época, o inquérito foi remetido à Justiça e arquivado.
Em 2004, um adolescente de 17 anos, de Remanso, na Bahia, também atirou contra um colega depois de ser ridicularizado na escola. Segundo o escrivão de polícia da cidade, José Melônio Heston, o agressor comprou um revólver calibre 38 dias antes do crime. Por volta das 19h30 do dia 4 de fevereiro, ele foi até a casa de um colega de 14 anos, que o provocava na escola, e o matou. "Não sei por que, mas ele [o atirador] sofria muita humilhação na escola. Era muito tímido e foi ficando 'escanteado', com depressão. O menino que ele matou já tinha até jogado lama nele", contou.
Após atirar contra o colega, o rapaz seguiu para uma escola de informática para tentar matar uma professora da qual não gostava. Ao ser impedido de entrar por outra funcionária, ele disparou contra a cabeça dela, que também morreu. Segundo Heston, um outro estudante desarmou o atirador e ele foi levado para a delegacia. "O objetivo dele era se matar, ele não parava de falar isso na delegacia, já tinha até deixado um bilhete com aquele símbolo do nazismo", relatou. Como o agressor era adolescente, foi encaminhado para cumprir medida sócio-educativa no município de Feira de Santana e, atualmente, está em liberdade assistida.
A pedagoga Cleodelice ressalta a importância de não se ignorar a prática de bullying. "As pessoas precisam entender que ninguém nasce intolerante, desequilibrado, com vontade de matar. Uma série de fatores leva a isso. As escolas e as famílias precisam se capacitar para aprender a diagnosticar os sintomas de bullying porque quanto mais cedo houver tratamento, maior a chance de a pessoa se curar", afirmou.
Fonte:G1
"Até quando nós vamos permitir que casos como estes continuem acontecendo."
Sinais de que seu filho pratica bullying
- Apresenta distanciamento e falta de adaptação aos objetivos escolares.
- Volta da escola com ar de superioridade, exteriorizando ou tentando impor sua autoridade sobre alguém.
- Apresenta aspecto e/ou atitudes irritadiças, mostrando-se intolerante frente a qualquer situação ou aos diferentes aspectos das pessoas.
- Costuma resolver seus problemas, valendo-se da sua força física e/ou psicológica.
- Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com os irmãos e pais, podendo chegar a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física.
- Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.
- Apresenta habilidades em sair-se de “situações difíceis”.
Sinais de que seu filho é vítima de bullying
- Apresenta com freqüência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarréias, vômitos antes de ir à escola.
- Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar movitos convincentes
Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar e dificuldades de concentração e aprendizagem. - Volta da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais sujos ou danificados.
- Apresenta aspecto contrariado, deprimido, aflito, ou tem medo de voltar sozinho da escola.
- Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas e fazer amizades.
- Vive isolado em seu mundo e não querer contato com outras pessoas que não façam parte da família.
Entenda o que é o bullying (inglês)
Bullying is the act of intentionally causing harm to others through verbal harassment, physical assault, or other more subtle methods of coercion such as manipulation. There is currently no legal definition of bullying.
In colloquial speech, bullying often describes a form of harassment perpetrated by an abuser who possesses more physical and/or social power and dominance than the victim. The victim of bullying is sometimes referred to as a target. The harassment can be verbal, physical and/or emotional.
Norwegian researcher Dan Olweus defines bullying as when a person is "exposed, repeatedly and over time, to negative actions on the part of one or more other persons." He defines negative action as "when a person intentionally inflicts injury or discomfort upon another person, through physical contact, through words or in other ways."
Bullying can occur in any setting where human beings interact with each other. This includes school, streets, bus, the workplace, home and neighborhoods. Bullying can exist between social groups, social classes and even between countries (see Jingoism).
Effects
The effects of bullying can be serious and even fatal. Mona O’Moore even said that "There is a growing body of research which indicates that individuals, whether child or adult who are persistently subjected to abusive behavior are at risk of stress related illness which can sometimes lead to suicide". Victims of bullying can suffer from long term emotional and behavioral problems. Bullying can cause loneliness, depression, and anxiety as a bullying victim begins to believe that something is wrong with them. Victims can also have a loss of confidence and be more prone to illness.
Bullying behavior
Bullying is an act of repeated aggressive behavior in order to intentionally hurt another person. Bullying is characterized by an individual behaving in a certain way to gain power over another person (Besag, 1989). Behaviors may include name calling, verbal or written abuse, exclusion from activities, exclusion from social situations, physical abuse, or coercion (Carey, 2003; Whitted & Dupper, 2005). Bullies may behave this way to be perceived as popular or tough or to get attention. They may bully out of jealousy or be acting out because they themselves are bullied (Crothers & Levinson, 2004).
US National Center for Education Statistics suggests that bullying can be broken into two categories: Direct bullying, and indirect bullying which is also known as social aggression.
Ross states that direct bullying involves a great deal of physical aggression such as shoving and poking, throwing things, slapping, choking, punching and kicking, beating, stabbing, pulling hair, scratching, biting and scraping.
He also suggests that social aggression or indirect bullying is characterized by forcing the victim into social isolation. This isolation is achieved through a wide variety of techniques, including spreading gossip, refusing to socialize with the victim, bullying other people who wish to socialize with the victim, and criticizing the victim's manner of dress and other socially-significant markers (including the victim's race, religion, disability, etc). Ross (1998)outlines other forms of indirect bullying which are more subtle and more likely to be verbal, such as name calling, the silent treatment, arguing others into submission, manipulation, gossip/ false gossip, lies, rumors/ false rumors, staring, giggling, laughing at the victim, saying certain words that trigger a reaction from a past event, and mocking. Children's charity Act Against Bullying was set up in 2003 to help children who were victims of this type of bullying by researching and publishing coping skills.
A bully may often be a bully and a victim at the same time. Most bullies have been hurt at one time, and need help, not isolation.
Characteristics of bullies
Research indicates that adults who bully have personalities that are authoritarian, combined with a strong need to control or dominate. It has also been suggested that a deficit in social skills and a prejudicial view of subordinates can be particular risk factors.
Further studies have shown that while envy and resentment may be motives for bullying,there is little evidence to suggest that bullies suffer from any deficit in self esteem (as this would make it difficult to bully).
Researchers have identified other risk factors such as quickness to anger and use of force, addiction to aggressive behaviors, mistaking others' actions as hostile, concern with preserving self image, and engaging in obsessive or rigid actions.Bullying may also be "tradition" in settings where an age group or higher rank feels superior than lowerclassmen.
It is often suggested that bullying behavior has its origin in childhood:
"If aggressive behaviour is not challenged in childhood, there is a danger that it may become habitual. Indeed, there is research evidence, to indicate that bullying during childhood puts children at risk of criminal behaviour and domestic violence in adulthood."
Bullying does not necessarily involve criminality or physical violence. For example, bullying often operates through psychological abuse or verbal abuse.
Bullying can often be associated with street gangs, especially at school.
History of bullying
High-level forms of violence such as assault and murder usually receive most media attention, but lower-level forms of violence such as bullying, has only in recent years started to be addressed by researchers, educators, parents and legislators (Whitted & Dupper, 2005).
It is only in recent years that bullying has been recognised and recorded as a separate and distinct offence, but there have been well documented cases the were recorded in a different context. The Fifth Volume of the Newgate Calendar contains at least one example where Eton Scholars George Alexander Wood and Alexander Wellesley Leith were charged, at Aylesbury Assizes, with killing and slaying the Hon. F. Ashley Cooper on February 28, 1825 in an incident that would now, surely be described as "lethal hazing". The Newgate calendar contains several other examples that, while not as distinct, could be considered indicative of situations of bullying.
In colloquial speech, bullying often describes a form of harassment perpetrated by an abuser who possesses more physical and/or social power and dominance than the victim. The victim of bullying is sometimes referred to as a target. The harassment can be verbal, physical and/or emotional.
Norwegian researcher Dan Olweus defines bullying as when a person is "exposed, repeatedly and over time, to negative actions on the part of one or more other persons." He defines negative action as "when a person intentionally inflicts injury or discomfort upon another person, through physical contact, through words or in other ways."
Bullying can occur in any setting where human beings interact with each other. This includes school, streets, bus, the workplace, home and neighborhoods. Bullying can exist between social groups, social classes and even between countries (see Jingoism).
Effects
The effects of bullying can be serious and even fatal. Mona O’Moore even said that "There is a growing body of research which indicates that individuals, whether child or adult who are persistently subjected to abusive behavior are at risk of stress related illness which can sometimes lead to suicide". Victims of bullying can suffer from long term emotional and behavioral problems. Bullying can cause loneliness, depression, and anxiety as a bullying victim begins to believe that something is wrong with them. Victims can also have a loss of confidence and be more prone to illness.
Bullying behavior
Bullying is an act of repeated aggressive behavior in order to intentionally hurt another person. Bullying is characterized by an individual behaving in a certain way to gain power over another person (Besag, 1989). Behaviors may include name calling, verbal or written abuse, exclusion from activities, exclusion from social situations, physical abuse, or coercion (Carey, 2003; Whitted & Dupper, 2005). Bullies may behave this way to be perceived as popular or tough or to get attention. They may bully out of jealousy or be acting out because they themselves are bullied (Crothers & Levinson, 2004).
US National Center for Education Statistics suggests that bullying can be broken into two categories: Direct bullying, and indirect bullying which is also known as social aggression.
Ross states that direct bullying involves a great deal of physical aggression such as shoving and poking, throwing things, slapping, choking, punching and kicking, beating, stabbing, pulling hair, scratching, biting and scraping.
He also suggests that social aggression or indirect bullying is characterized by forcing the victim into social isolation. This isolation is achieved through a wide variety of techniques, including spreading gossip, refusing to socialize with the victim, bullying other people who wish to socialize with the victim, and criticizing the victim's manner of dress and other socially-significant markers (including the victim's race, religion, disability, etc). Ross (1998)outlines other forms of indirect bullying which are more subtle and more likely to be verbal, such as name calling, the silent treatment, arguing others into submission, manipulation, gossip/ false gossip, lies, rumors/ false rumors, staring, giggling, laughing at the victim, saying certain words that trigger a reaction from a past event, and mocking. Children's charity Act Against Bullying was set up in 2003 to help children who were victims of this type of bullying by researching and publishing coping skills.
A bully may often be a bully and a victim at the same time. Most bullies have been hurt at one time, and need help, not isolation.
Characteristics of bullies
Research indicates that adults who bully have personalities that are authoritarian, combined with a strong need to control or dominate. It has also been suggested that a deficit in social skills and a prejudicial view of subordinates can be particular risk factors.
Further studies have shown that while envy and resentment may be motives for bullying,there is little evidence to suggest that bullies suffer from any deficit in self esteem (as this would make it difficult to bully).
Researchers have identified other risk factors such as quickness to anger and use of force, addiction to aggressive behaviors, mistaking others' actions as hostile, concern with preserving self image, and engaging in obsessive or rigid actions.Bullying may also be "tradition" in settings where an age group or higher rank feels superior than lowerclassmen.
It is often suggested that bullying behavior has its origin in childhood:
"If aggressive behaviour is not challenged in childhood, there is a danger that it may become habitual. Indeed, there is research evidence, to indicate that bullying during childhood puts children at risk of criminal behaviour and domestic violence in adulthood."
Bullying does not necessarily involve criminality or physical violence. For example, bullying often operates through psychological abuse or verbal abuse.
Bullying can often be associated with street gangs, especially at school.
History of bullying
High-level forms of violence such as assault and murder usually receive most media attention, but lower-level forms of violence such as bullying, has only in recent years started to be addressed by researchers, educators, parents and legislators (Whitted & Dupper, 2005).
It is only in recent years that bullying has been recognised and recorded as a separate and distinct offence, but there have been well documented cases the were recorded in a different context. The Fifth Volume of the Newgate Calendar contains at least one example where Eton Scholars George Alexander Wood and Alexander Wellesley Leith were charged, at Aylesbury Assizes, with killing and slaying the Hon. F. Ashley Cooper on February 28, 1825 in an incident that would now, surely be described as "lethal hazing". The Newgate calendar contains several other examples that, while not as distinct, could be considered indicative of situations of bullying.
Entenda o que é o bullying
Bullying é um termo de origem inglesa utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz/es de se defender. A palavra "Bully" significa "valentão", o autor das agressões. A vítima, ou alvo, é a que sofre os efeitos delas. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.
O cientista Norueguês Dan Owelus define bullying em três termos essenciais:
o comportamento é agressivo e negativo;
o comportamento é executado repetidamente;
o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas
O bullying divide-se em duas categorias:
bullying directo;
bullying indirecto, também conhecido como agressão social
O bullying directo é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos.
A agressão social ou bullying indirecto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
espalhar comentários;
recusa em se socializar com a vítima
intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é típicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.
Características dos bullies
Pesquisas indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que um déficit em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser factores de risco em particular.
Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima.[6]
Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o acto de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, raça, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
Isolamento social da vítima.
Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento etc).
Chantagem.
Expressões ameaçadoras.
Grafitagem depreciativa.
Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.
O cientista Norueguês Dan Owelus define bullying em três termos essenciais:
o comportamento é agressivo e negativo;
o comportamento é executado repetidamente;
o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas
O bullying divide-se em duas categorias:
bullying directo;
bullying indirecto, também conhecido como agressão social
O bullying directo é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos.
A agressão social ou bullying indirecto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
espalhar comentários;
recusa em se socializar com a vítima
intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é típicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.
Características dos bullies
Pesquisas indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que um déficit em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser factores de risco em particular.
Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima.[6]
Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o acto de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, raça, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
Isolamento social da vítima.
Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento etc).
Chantagem.
Expressões ameaçadoras.
Grafitagem depreciativa.
Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
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